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Conceição Evaristo diz que sua eleição para AML é \"conquista\" e \"direito\"

Nova imortal da Academia Mineira de Letras afirma que sua escolha, assim como a do indígena Ailton Krenak, representa \"novo olhar sobre a criação literária\"

Publicada em 15/02/24 às 20:46h - 3 visualizações

por Rádio Noroeste fm


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Conceição Evaristo diz que sua eleição é um processo coletivo, "porque atrás ou junto de mim tem outras tantas mulheres e escritoras negras"

crédito: Juh Almeida/divulgação

Conceição Evaristo é a nova imortal da Academia Mineira de Letras (AML). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (15/2) após a reunião na qual 30 dos 34 acadêmicos votantes fecharam com o nome da criadora do conceito de “escrevivência”, que, no ano passado, conquistou o Troféu Juca Pato como Intelectual do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores. Pela primeira vez a honraria foi destinada a uma autora negra.

A escritora disputou a vaga na AML com José Anchieta da Silva, que recebeu dois votos. Outros dois acadêmicos votaram em branco. Conceição Evaristo vai ocupar a cadeira número 40, sucedendo Maria José de Queiroz, que morreu em novembro do ano passado.


A nova integrante da AML estreou na literatura em 1990, com “Cadernos negros”, reunião de contos e poemas. Em 2003, publicou o romance “Ponciá Vicêncio”. Em 2011, lançou o volume de contos “Insubmissas lágrimas de mulheres”. Nascida em Belo Horizonte, em 1946, ela recebeu os prêmios Camélia da Liberdade (2007), Ori (2007) e Jabuti (2015), esse último pelo livro “Olhos d'água”.


De Havana, Cuba, onde participa de um festival literário no qual o país homenageado é o Brasil, Conceição Evaristo concedeu entrevista ao Estado de Minas assim que soube da escolha de seu nome para a AML.

 

O que significa para a senhora ter sido escolhida para integrar a Academia Mineira de Letras?


Significa um momento de gratidão imensa, e uma oportunidade de ver Minas Gerais formando uma outra perspectiva, ou melhor, uma outra realidade de vida, porque assim como a Bahia deu para Gilberto Gil régua e compasso, Minas também me deu a régua e o compasso. O início da vida escolar, o primeiro grau, o segundo grau, minha experiência de vida, a família, os amigos, tudo isso vem daí; Minas me fez, me colocou no mundo. Experimentar esse lugar na Academia Mineira de Letras é uma situação inusitada, porque minha vida podia não apontar para isso. Nasci e fui criada numa favela, experimentei uma precariedade grande em Belo Horizonte, de onde saí para fazer minha carreira no Rio de Janeiro. Mas Minas nunca saiu de mim. Hoje volto experimentando uma fase gloriosa na minha vida, e que representa não só minha vida, na medida em que incentiva outras mulheres negras, escritoras negras, a pensar que há esses lugares que, mesmo a gente sendo exceção, são uma possibilidade de vida, um direito nosso também. Então, estou muito feliz, mas pelo que represento no coletivo, porque atrás ou junto de mim tem outras tantas mulheres e escritoras negras.

É um resultado que eu desejava, e que aconteceu.

 

Foi a primeira vez que disputou uma cadeira na Academia Mineira de Letras?


Sim, na Academia Mineira de Letras foi a primeira vez.




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